terça-feira, 13 de março de 2012
sexta-feira, 9 de março de 2012
quarta-feira, 7 de março de 2012
terça-feira, 6 de março de 2012
Na Medula
LEMBRE-SE DE MIM COMO UM POETA
Quando eu me for, por favor lembre-se de mim como um poeta, e não como um filósofo.
A poesia precisa ser entendida de maneira diferente — você precisa amar a poesia, e não interpretá-la.
Você precisa repeti-la muitas vezes, de tal modo que ela se misture com o seu sangue, com os seus ossos, com a sua própria medula.
Você precisa recitar poesia muitas vezes, de tal modo que possa sentir todas as nuanças, as suas formas sutis.
Você precisa sentar-se simplesmente e deixar a poesia entrar em você, para que ela passe a ser uma força viva. Você a digere e depois se esquece dela; ela entra cada vez mais fundo e o transforma.
Deixe que eu seja lembrado como um poeta. É claro — não estou escrevendo poesias em palavras. Estou escrevendo num veículo mais vivo — em você. E é isso que toda a existência está fazendo.
Osho
domingo, 26 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Cheios...Moradas...Inteiros...
SOLETRANDO A SOLIDÃO
A dor que sinto não é de vazios
Dentro de mim,
vozes - ternuras
mãos - aquecidas
palavras - ecoantes
promessas – vidas
Dentro de mim,
vozes - ternuras
mãos - aquecidas
palavras - ecoantes
promessas – vidas
Dentro de mim,
um rio
uma pedra
uma trilha
uma rua
uma estrela
um apito
um trem
uma aldeia
um rio
uma pedra
uma trilha
uma rua
uma estrela
um apito
um trem
uma aldeia
A dor que sinto é de cheios
Dentro de mim... moradas
Carrego multidões alvoroçadas
Dentro de mim... moradas
Carrego multidões alvoroçadas
A dor que sinto... não é de retalhos
Padeço de inteiros!
Ana Merij

Ana Merij
Desejo
ideal
Aquela, que eu adoro, não é feita
De lírios nem de rosas purpurinas,
Não tem as formas lânguidas, divinas
Da antiga Vênus de cintura estreita…
Não é a Circe, cuja mão suspeita
Compõe filtros mortas entre ruínas,
Nem a Amazona, que se agarra às crinas
Dum corcel e combate satisfeita…
A mim mesmo pergunto, e não atino
Com o nome que se dê a essa visão,
Que ora amostra ora esconde o meu destino…
E como uma miragem que entrevejo,
Ideal, que nasceu na solidão,
Nuvem, sonho impalpável do Desejo…
Antero de Quental
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