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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Desocupado...vago não.

" Tem dor que vira companhia. Olhando de perto, faz tempo que deixou de doer, só tem fama, mas a gente não solta. Quem sabe, pelo receio de não saber o que fazer com o espaço, às vezes grande, que ficará desocupado se ela sair de cena. Vazio é também terreno fértil para novos florescimentos, mas costuma causar um medo inacreditável."‎



Ana Jácomo



segunda-feira, 15 de outubro de 2012

É outra coisa...

Amanda Cass

“Às vezes parece cansaço essa espécie de calma que eu sinto agora, mas não é. A textura é outra. O cheiro é outro. É outra a cadência das ondas. É um jeito mais afrouxado de se estar no mundo, com os apertos todos dele. É um jeito mais distraído de se estar no mundo, com os improvisos todos dele, e, ao mesmo tempo, com uma atenção mais terna. É um jeito mais livre de se estar no mundo, com as limitações todas dele. É um jeito mais afrouxado de olhar. E ver que eu não preciso me misturar para me envolver. Que eu não preciso me perder para encontrar. Que eu não preciso me defender para me oferecer proteção. Que eu posso, sim, ir ao encontro dos outros e da vida, com a paz de quem está aprendendo a se respeitar, sem deixar de levar no coração e no rosto o meu buquê de sorrisos.”

Ana Jácomo

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Vontade...










"Eu não acredito na existência de botões, alavancas, recursos afins, que façam as dores mais abissais desaparecerem, nos tempos mais devastadores, por pura mágica. Mas eu acredito na fé, na vontade essencial de transformação, no gesto aliado à vontade, e, especialmente, no amor que recebemos, nas temporadas difíceis, de quem não desiste da gente."


(Ana Jácomo)

sábado, 15 de setembro de 2012

Desapego!



Coragem, às vezes, é desapego. É parar de se esticar, em vão, para trazer a linha de volta. É permitir que voe sem que nos leve junto. É aceitar que a esperança há muito se desprendeu do sonho. É aceitar doer inteiro até florir de novo. É abençoar o amor, aquele lá, que a gente já não alcança mais.
Ana Jácomo

domingo, 9 de setembro de 2012

Valentes...



Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria. Tomara que apesar dos apesares todos, dos pesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz. Tomara.
Ana Jácomo.

domingo, 26 de agosto de 2012

Esperar sentada, eu???




"Tenho aprendido com o tempo coisas que somente com o tempo a gente começa a aprender. Que o encontro amoroso, para ser saudável, não deve implicar subtração: deve ser soma. Que há que se ter metas claras, mas também a sabedoria de não se transformar a vida numa sala de espera. Que a espontaneidade e a admiração são os adubos naturais que fazem as relações florescerem. Que olhar para o nosso medo, conversar com ele, enchê-lo de cuidado amoroso quando ele nos incomoda mais, levá-lo para passear e pegar sol, é um caminho bacana para evitar que ele nos contraia a alma."

(Ana Jácomo)













domingo, 5 de agosto de 2012

Encanto












Encanto é uma admiração em flor.


                                             Ana Jácomo

















sexta-feira, 16 de março de 2012

Sem motivo



Uma das mais saborosas sensações

de liberdade
que eu conheço é flagrar meu coração feliz
sem precisar
de nenhum motivo aparente.
... Rio e me sinto mar...



Ana Jácomo


sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Embrulhados pra presente...




'Tem gente que entra na vida da gente de forma providencial e se encaixa naquela história que gosto de imaginar: surpresas que Deus embrulha pra presente e nos envia no anonimato. Surpresas que só sabemos de onde vêm porque chegam com o cheiro no papel."

Ana Jácomo





segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta.
De sol quando acorda.
De flor quando ri.
Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede
que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda.
Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça.
Lambuzando o queixo de sorvete.
Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher.
O tempo é outro.
E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.
Tem gente que tem cheiro de colo de Deus.
De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul.
Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis.
Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo.
Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso.
Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que
a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.
Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas
que conseguimos acender na Terra.
Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza.
Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria.
Recebendo um buquê de carinhos.
Abraçando um filhote de urso panda.
Tocando com os olhos os olhos da paz.
Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra
no nosso coração.
Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa.
Do brinquedo que a gente não largava.
Do acalanto que o silêncio canta.
De passeio no jardim.
Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume
que vem de dentro e que a atração que realmente nos move
não passa só pelo corpo.
Corre em outras veias.
Pulsa em outro lugar.
Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está conosco,
juntinho ao nosso lado.
E a gente ri grande que nem menino arteiro.
Tem gente como você que nem percebe como tem a alma Perfumada!
E que esse perfume é dom de Deus.

Ana Paula Saldanha Jácomo

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