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domingo, 19 de agosto de 2012

Parado



E assim arrasto a fazer o que não quero, e a sonhar o
que não posso ter, a minha vida (...), absurda como um relógio público parado.
Aquela sensibilidade tênue, mas firme, o sonho longo
mas consciente (...) que forma no seu conjunto o meu privilégio de penumbra.

Fernando Pessoa - Livro de Desassossego





quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Fingimento???Não ...Poesia!


O poeta é um fingidor, Fernando Pessoa (ele mesmo)
“O poeta é um fingidor,
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.


E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve
Mas só a que eles não têm.


E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.”
( “Autopsicografia”; 1930)

Fernando Pessoa dizia de si próprio que era “... um outro, enquanto poeta, outro que usava seu nome, mas não era ele”. Aos amigos, quando perguntavam sobre a vasta (e diversa) produção poética, respondia “... eu não sou ninguém e sou todos eles”. Profundamente ligado à mãe e à pátria portuguesa, Fernando Pessoa não é um tipo melancólico, mas sim romântico. Consciente da musicalidade das palavras, chama os poemas assinados como Fernando Pessoa de “Cancioneiro”. Poeta de dimensão mística, o único livro que publicou em vida recebeu o nome de “Mensagem”, uma tentativa de narrar a História de Portugal a partir do lado oculto.


Esse foi o poema resultado de um teste desenvolvido por Fernando Segolin, professor de Literatura e Crítica Literária da PUC-SP, que com 13 perguntas sobre você apresenta  ao final  com qual poema de qual heterônimo pessoano você se identifica. Vale a pena participar.


Aqui tem o link:http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/testes/que-poema-de-fernando-pessoa-e-voce.shtml?perg=13 Não poderia deixar de compartilhar com vocês.

Visitem lá e me contem qual dos poemas e heterônomos de Fernando Pessoa você se identifica... O meu foi este que postei aqui...adorei!!!!



terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Dever de sonhar sempre...

 "Eu tenho uma espécie de dever, de dever sonhar sempre. Pois,sendo mais do que uma expectadora de mim mesma, Eu tenho que ser o melhor espetáculo que posso. E assim me construo a ouro e sedas, em salas supostas, invento palco, cenário para viver meu sonho entre luzes brandas e músicas invisíveis.
                                                                                                    " Desassossego - 



sexta-feira, 29 de julho de 2011

"meio pôr-do-sol...




Eu nunca guardei rebanhos 



Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol (...) 



(Fernando Pessoa)


...é...hoje estou assim...meio pôr-do-sol...mas o bom disso tudo é que amanhã o sol vai estar lá...de pé...mesmo não iluminando muito, mas qualquer dia ele irradia outra vez...

domingo, 24 de julho de 2011

Sentimentos que mais doem...







"Os sentimentos que mais doem, as emoções que mais pungem, são os que são absurdos - a ânsia de coisas impossíveis, precisamente porque são impossíveis, a saudade do que nunca houve, o desejo do que poderia ter sido, a mágoa de não ser outro, a insatisfação da existência do mundo. Todos estes meios tons da inconsciência da alma criam em nós uma paisagem dolorida, um eterno sol-pôr do que somos...O sentirmo-nos é então um campo deserto a escurecer, triste de juncos ao pé de um rio sem barcos, negrejando claramente entre margens afastadas."

(Livro do Desassossego: Composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa / Fernando Pessoa)

Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=117#ixzz1T5ibf9Mv 

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