quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Aos ignorantes de tudo que sou...

Mensagem a um desconhecido



Teu bom pensamento longínquo me emociona.
Tu, que apenas me leste,
acreditaste em mim, e me entendeste profundamente.

Isso me consola dos que me viram,
a quem mostrei toda a minha alma,
e continuaram ignorantes de tudo que sou,
como se nunca me tivessem encontrado.




Fevereiro, 1956

Cecília Meireles
In: Poesia Completa
Dispersos (1918-1964)




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