domingo, 19 de agosto de 2012

Parado



E assim arrasto a fazer o que não quero, e a sonhar o
que não posso ter, a minha vida (...), absurda como um relógio público parado.
Aquela sensibilidade tênue, mas firme, o sonho longo
mas consciente (...) que forma no seu conjunto o meu privilégio de penumbra.

Fernando Pessoa - Livro de Desassossego





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