terça-feira, 10 de abril de 2012

O problema...

O PROBLEMA É A DOSE...


Realmente, o problema é sempre a dose! A pouca dose do amor, a pouca dose do tesão, a pouca dose da ação e da reação! Realmente, o problema é sempre a dose. A dose fraca do veneno que não mata, mas que deixa moribundo e vegetativo o ouvinte, o leitor e o transeunte. A pouca dose das boas conversas, dos grandes sorrisos, dos grandes encontros... A dose máxima dos desencontros, da falta de cumplicidade, das tormentas que nem precisavam acontecer... mas que acontecem porque deixamos que aconteça. De fato... de fato realmente, o problema é a dose. A dose medíocre e fraca dos cafés, das palavras, dos gestos. A dose de uma interrogação do que seria sem ser, mesmo quando já foi há tempos. A dose fraca e miserável doestado de vida, do mal estado de vida! E puxa vida... que dose é essa? Por que tão inacabada ou acabada? Por que tão injusta ou justa? O problema que nos absorve e nos consome, definitivamente, é a dose. A dose do que queremos ser, do que queremos para nós... a dose que, infelizmente, muitas vezes não damos na nossa vida! E essa é a diferença para sempre! Porque, entre o remédio e o veneno... a diferença também é a dose.

                                                                                                      Adriano Húngaro
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